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Esmeraldas não é Cohab porque tem elevador - Exposição individual de Renan Teles

Oficina Cultural Alfredo Volpi - 8 de fevereiro a 28 de março de 2020

Na zona leste de São Paulo, meio Artur Alvim meio Itaquera, onze prédios desajeitados guardam mais de 500 apartamentos com olhos que têm várias vistas: vista para o Pico do Jaraguá azul de tão longe, pro pesqueiro improvisado, pro céu cheio de pássaros de papel, pro horizonte de luzes da cidade ou mesmo pro vizinho do prédio da frente.

 

O Conjunto Habitacional das Esmeraldas não é Cohab porque Cohab não têm elevador, e lá tem dois em cada prédio. O condomínio é vasto e tem jardins enfeitados com luz verde (e com placas de “não pise na grama”), onde dá pra caminhar em volta (num paisagismo questionável), tem quadras, parquinhos, horta com pé de café e tudo e um estacionamento no qual cresce até erva cidreira pra fazer chá. E é lá onde Renan Teles, morador do bloco 2 desde quase sempre, produz seu trabalho fotografando os esmeraldinos em suas casas ou lá embaixo e depois finaliza no seu ateliê-sala-quarto. Quando consegue imprimir e pôr na parede, da janela do bloco 1 o Thierry vê. Antes de você.

 

As fotografias às vezes são retratos, mas quando junta uma galera dá pra fazer cenas narrativas das coisas que acontecem por lá. Ou que dizem que acontece. Como aquela história da Fiorino do Anderson. Mas as histórias também surgem na hora da foto, por causa da foto, e o que é posado é vivenciado.

 

De dia uns trabalham depois de uma ou duas baldeações, outros vão estudar, e outros aproveitam o sol assistindo as crianças andarem de bicicleta depois da escola; mas parece que é à noite, quando o céu fica laranja e o ar fresco, que as pessoas se recolhem nas suas intimidades, elas sonham com o que tiverem que sonhar, em serem reconhecidas, em irem para outro lugar. E então se conectam com os outros esmeraldinos em meio às lâmpadas-lua que abrem caminho dentre as quadras e iluminam os bancos de concreto.

Alguém fotografa.

Nalu Rosa

Fotografia Popular Brasileira - Exposição individual de Renan Teles

Ocupação Cultural Mateus Santos - 1º a 29 de fevereiro de 2020

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No começo de 2020, antes da pandemia de Covid-19, nossa exposição Fotografia Popular Brasileira começou uma itinerância por ocupações culturais na zona leste de São Paulo. A primeira exposição foi na Ocupação Cultural Mateus Santos, onde permaneceu por um mês. Enquanto a exposição rolava o espaço era usado também para as atividades do espaço, como ensaios musicais, rodas de samba, aulas de yoga e capoeira, entre outras.

Fotografia Popular Brasileira - Exposição individual de Renan Teles

CDC Vento Leste - 15 de março - Atual

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No começo de 2020, antes da pandemia de Covid-19, nossa exposição Fotografia Popular Brasileira começou uma itinerância por ocupações culturais na zona leste de São Paulo. A segunda exposição dessa itinerância foi no CDC Vento Leste, onde atualmente as obras encontram-se instaladas porém, devido à pandemia, encontra-se suspensa.

Fotografia Popular Brasileira - Exposição individual de Renan Teles

Oficina Cultural Oswald de Andrade – De 25 janeiro a 21 de março de 2018

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Nos trabalhos expostos vemos cenas cotidianas carregadas de micronarrativas. Essas cenas são geralmente compostas por meio de fotomontagens e manipulações digitais a partir da mescla de retratos de transeuntes e de sua própria família com paisagens urbanas.

 

Aos trabalhos são incorporados elementos da arquitetura vernacular através da montagem em molduras/estruturas de ferro, ferro fundido e serralheria artística, carregadas de soluções presentes no imaginário da periferia. Essas estruturas que recebem, protegem e introduzem as fotografias ao espaço tridimensional são produzidas em parcerias com serralheiros do próprio bairro do artista, deixando margem para que suas soluções interfiram no resultado final.

Fotografia Popular Brasileira - Exposição Individual de Renan Teles

Oficina Cultural Alfredo Volpi – De 11 outubro a 15 de dezembro de 2017.

Nesta exposição individual do artista Renan Teles, pela primeira vez os trabalhos são apresentados emoldurados. Com o patrocínio do Programa VAI foi possível expandir os trabalhos para o espaço expositivo, incorporando elementos decorativos e arquitetônicos que alimentam o imaginário estético dos bairros periféricos. As molduras e serralheria artística foram feitas através da parceria com quatro serralheiros do próprio bairro do artista.